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©2018 by Rita Sambado

As 4 etapas de um processo de cura

May 3, 2016

Um dos ingredientes essenciais à cura é sermos mesmo capazes de percorrer o processo, de passar por cada uma das etapas (e das variadíssimas) oportunidades que as mesmas oferecem. São tomadas de consciência incríveis que nos elevam o significado da nossa vivência.

 

 

Escrevo hoje sobre isso, porque me deparo diariamente com pessoas estagnadas numa qualquer fase de uma jornada de cura, convencidas de que fizeram o processo e a não perceberem muito bem, porque razão mantém em si um sentimento de infelicidade. Isto acontece porque, na maioria das vezes não se permitiram evoluir no processo de cura. O processo parou, a energia estagnou. 

 

De acordo com a minha prática, identifico como quatro as principais etapas de um processo de cura: o sofrimento, a tomada de consciência, a aceitação e finalmente a transformação. Qualquer uma destas fases tem uma aprendizagem, uma mensagem que importa recebermos antes de passarmos à fase seguinte. Saltarmos fases, não nos permite percorrer a totalidade da jornada, tornando o padrão original recorrente. 

 

 

#1 O sofrimento

Esta é a fase da dor, a fase em que os alertas estão todos ligados e a sinalizar algo que necessita de ser transformado. Esta dor pode ser um trabalho que não gostamos, a perda de alguém querido, um hábito com o qual não nos identificamos…o que quer que seja que nos está no momento a trazer infelicidade. 

Muitos de nós ficam nesta fase. A fase em que a dor se torna queixa, e aparece a revolta contra tudo o que nos acontece. Posicionamo-nos aqui como vítimas de circunstância. Desligamos todos os nossos reactores, e iniciamos o caminho do mártir.

A tentação em que não podemos mesmo cair neste momento é a de silenciarmos ou anestesiarmos esta dor. Fazermos de conta que ela não existe ou que não nos importa. (Desta forma desligaríamos todo o nosso sistema emocional, e com isso todo o contacto e prazer que tiramos da vida).

Essencial para fazer a travessia nesta etapa é a coragem e a presença. A coragem de estar de corpo e alma com o momento, com a dificuldade, com a dor. Só assim a mesma se mostra na sua plenitude e nos fala ao coração.

 

#2 A tomada de consciência

Com amor e enorme verdade, conseguimos algumas vezes passar à fase da tomada de consciência, a fase em que percebemos realmente o que nos está a acontecer, em que entendemos a história na qual estamos a ser personagens. Entendemos o nosso papel activo na construção e desenrolar da mesma. 

Mas isto não é suficiente para desencadear o restante processo de cura. Podemos ficar aqui e não avançar. E isto é o que acontece quando lidamos normalmente com pessoas com um enorme foco mental e uma enorme necessidade de controlo. Permitiram-se sentir a dor, reconheceram todos as mensagens e padrões contidos na mesma, mas ainda não fizeram a incorporação, ainda não a aceitaram. (Típico de pessoas que nos mais pequenos pormenores, nas mais pequenas acções, não conseguem ser consequentes com o seu pensamento). 

A tentação em que podemos cair nesta fase, é a de acharmos que conhecemos os nossos padrões e que nada temos a fazer. Deixamos todo o processo de cura apenas no plano intelectual, fechando-nos à vida e ao que a mesma nos oferece.

Essencial para esta fase é a introspecção, o silêncio, a atenção. A escuta interior, verdadeira e aberta, das mensagens do nosso coração.

 

#3 A aceitação

A aceitação é a etapa em que, não com resignação mas com celebração, entendemos em plena consciência e abraçamos com integridade os acontecimentos da nossa vida. Permitimo-nos sentir a dor, tomámos consciência das suas raízes e aceitámos a nossa parte co-criadora na mesma. Aceitámos cada detalhe da história. A luz, as sombras, os contornos e os enquadramentos. De corpo, de coração, em presença plena.

A tentação em que não podemos cair nesta fase é a de nos resignarmos, de “aceitarmos” em contrariedade (ou sem celebração pela benção de) todo este processo.

Essencial para esta fase são as qualidade da entrega, da confiança num bem maior, numa ordem superior das coisas.

E é assim que avançamos agora para a parte mais bonita do processo - a transformação, a alquimia da vida, em que através das nossas sombras enquadramos a nossa luz. 

 

#4 A transformação

Esta é talvez a fase mais rica e mais desafiante de um processo de cura. A fase em que reconhecemos a sombra e honramos o seu papel na criação da perspectiva. É aqui que nos servimos da dor e a usamos como matéria prima para a nossa transformação. É aqui que entendemos todo o poder de transformação que uma adversidade pode conter. E honramo-la, e celebramo-la, e brindamos a toda a sua plenitude. 

Esta é a fase em que, com uma enorme dose de humildade, reconhecemos efectivamente toda a riqueza do processo. 

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A fase do processo em que bloqueamos, é normalmente a mesma qualquer que seja o desafio que estamos a enfrentar. São mecanismos de auto-sabotagem que aperfeiçoamos ao longo do tempo. Agora já podes perceber os próximos passos a dar.

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E tu? em que fase do processo de cura normalmente bloqueias?

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Em enorme compaixão,

Rita

 

PS - Se necessitares de ajuda a desbloquear um qualquer tema da tua vida, diz por favor. Esse é o nosso trabalho, a nossa histórioa, o que gostamos de fazer. Lembra-te que estás aqui para ser feliz!

 

 

 

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